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AS ATIVIDADES DO CENTRO CULTURAL FIESP SÃO UMA REALIZAÇÃO DO SESI-SP

Portas Abertas 2019

O Portas Abertas é um evento de leituras dramáticas dos textos em processo escritos pelos autores da 11ª Turma do Núcleo de Dramaturgia SESI-SP.

Assuntos contemporâneos e urgentes, envolvendo racismo, sexismo e preconceito, entre outros, serão compartilhados com o público por atores e diretores profissionais, com o intuito de privilegiar a palavra falada e seus inúmeros sentidos. 

Sob a condução de diretores renomados como Clara Carvalho, Naruna Costa, Chico CarvalhoAysha Nascimento, as performances serão gratuitas, seguidas de análise e debate com público e artistas.

O Núcleo de Dramaturgia do SESI-SP oferece cursos de Dramaturgia desde 2008 e já formou centenas de novos autores, muitos deles trabalhando como dramaturgos em importantes projetos e tendo o reconhecimento de mídia e crítica.

Confira abaixo as Leituras Dramáticas de 2019:

  • Dia 29 de outubro (terça)

18h - CADENTE (de Lucas Vitorino e direção de Clara Carvalho)
O cometa Halley vai passar. Um pai tenta reunir a família entorno desse evento, após passarem por um forte trauma. CADENTE adjetivo do que vai caindo, do que está prestes a cair ou que pode cair. Denomina algo em declínio e o que tem ritmo, cadência.

20h - Arraianos (de Carina Murias, e direção de Clara Carvalho)
Na região próxima à divisa entre o Brasil e a Venezuela, durante o período de fechamento das fronteiras, uma família passa a ter o quintal de sua casa habitado por outra família recém-chegada. Com a convivência forçada, dois meninos, um do lado de cá e outro do lado de lá, tentam descobrir maneiras encontrar a onça jaguar, figura mítica que poderá guiar o menino migrante até sua mãe que se perdeu durante a travessia.

  • Dia 30 de outubro (quarta)

20h - Stories (de Camilla Rollemberg e direção de Clara Carvalho)
Stories é o retrato da vida de Joana, que além de submetida às históricas pressões sobre o feminino (encontrar um parceiro, engravidar, manter-se jovem e bela, zelar da família e dos amigos), também deve ser bem sucedida profissionalmente, embora tal sucesso seja creditado à sua potencialidade sexual. As antigas pressões são atravessadas a todo tempo pelas novas tecnologias, criando-se uma vida virtual paralela que, ao invés de facilitar o cotidiano de Joana, apenas fez acumular as múltiplas sujeições e demandas, tornando a sua existência sufocante.

18h - Produtos (de Fernanda Rocha e direção de Chico Carvalho)
Um dia banal em um supermercado brasileiro. Não fossem afetos inconvenientes, tudo correria bem para uma boa, produtiva, tediosa e violenta jornada. Dia de novos uniformes. Dia da visita do gerente regional. Dia de um incidente. Dia de manter o controle. Dia de cumprir a função.

  • Dia 5 de novembro (terça)

18h - Desnaturados (de Guto Portugal e direção de Chico Carvalho)
Um cheiro impede o jantar em família de acontecer.

20h – Raiva – Nós Temos Um Cão Que Morde (de Carla Zanini e direção de Chico Carvalho)
Duas irmãs tentam enterrar uma cabeça após seu cão ter mordido acidentalmente uma criança.

  • Dia 6 de novembro (quarta)

18h - A louva-a-deus (de Sofia Fransolin e direção de Naruna Costa)
Memórias se presentificam enquanto uma mulher, Carina, é interrogada a respeito da morte de um homem. O fato está consumado, a questão é compreender o porquê aconteceu. Na tentativa de recuperar sua história até o momento presente, Carina revive em fragmentos afetos e violências. Como começar do começo isso que perdura por toda a existência?

20h - GANGA ZUMBA (de Lucas Moura e direção de Naruna Costa)
Ganga Zumba, o primeiro rei do quilombo de Palmares, tem seus pensamentos atormentado após os brancos terem queimado o mocambo que leva o nome de sua mãe, a princesa Aqualtune. Frente a este ocorrido ele é colocado diante de uma importante decisão que pode mudar drasticamente o rumo de Palmares.

  • Dia 12 de novembro (terça)

18h - Necrovisage (de Arthur Murtinho e direção Aysha Nascimento)
Um corpo em trânsito. Passagem. Trajeto. Seu caminho é conduzido por figuras, vozes. A ritualização da despedida. A morte pelos olhos de quem a hospeda.

20h - CAMILO (de Daniel Veiga e direção de Naruna Costa)
Numa noite contraditória, Camilo está à espera do fantasma do pai, a quem será permitido cruzar a linha dos mortos uma única vez para um banquete. Camilo teme que seu pai não o reconheça frente ao grande acontecimento que lhe mudou. Enquanto isso, em outro tempo, Antônia, prisioneira do Santo Ofício é atormentada por um de seus funcionários, que insiste em conhecer-lhe os segredos. Um muro separa as histórias e os tempos, um muro que, ao longo da peça, começa a ruir, até que uma fenda se abra, permitindo que os caminhos dessas figuras se cruzem.

  • Dia 13 de novembro (quarta)

18h - Cabra-Cega (de Drica Czech e direção Aysha Nascimento)
Um jogo criado em sete planos, a partir de duas polaridades: masculina e feminina. Em um desses planos, mulheres começam a ouvir uma vibração. Cada vez que a escutam, algo é transformado no corpo-palavra. A linguagem dos Homens é restrita para entender. É preciso criar outra gênese.

20h - Rastros de Uma Desmemória (de Bruna Menezes e direção Aysha Nascimento)
Uma cicatriz discorre suas reflexões e experiências em habitar o corpo de duas mulheres. Em Rastros de Uma Desmemória os corpos dessas mulheres vivem a urgência da procura de suas identidades.

SOBRE OS DIRETORES
Aysha Nascimento
Atriz, dançarina e diretora de teatro formada pela Escola Livre de Teatro de Santo André (2007) e licenciada e bacharelada em Dança pela Universidade Anhembi Morumbi (2018). Integrante fundadora da companhia de Teatro de Rua da cidade de São Paulo Cia. Dos Inventivos (2005). Integrante fundadora do grupo de Teatro Negro Coletivo Negro (2008). Integra como intérprete criadora, desde 2016, a companhia de Dança Negra contemporânea a Cia. Sansacroma fundada em 2002. Integra como intérprete-criadora o espetáculo "AJEUM" do Núcleo Djalma Moura. Hoje atua no espetáculo “Gota d'água {Preta}", com direção e concepção de Jé Oliveira.

Chico Carvalho
Ator formado pela Faculdade de Artes Cênicas da UNICAMP (1997-2000), mestre em Multimeios (2009) e doutor em Artes da Cena (2018), ambos departamentos do Instituto de Artes da UNICAMP. Esteve em cartaz em vários espetáculos, dentre eles "Estado de Sítio" (Albert Camus), "Boca de Ouro" (Nelson Rodrigues) e "Ricardo III" (William Shakespeare), cujo papel lhe rendeu o Prêmio Shell de melhor ator em 2013. Entre 2016 e 2017, interpretou o protagonista Peer Gynt no espetáculo homônimo de Henrik Ibsen aqui no Teatro do Sesi-SP, trabalho que lhe rendeu o prêmio FEMSA de melhor ator para espetáculos direcionados ao público infanto-juvenil. Foi professor de História do Teatro Brasileiro e de interpretação dramática no curso de formação de atores da Escola Superior de Artes Célia Helena entre 2009 e 2018. É diretor e dramaturgo da Cia. do Bife, e também radialista formado pelo curso de Comunicação Social com habilitação em Rádio e TV da Faculdade Cásper Líbero (2004-2007).

Clara Carvalho
Formada em Letras pela PUC do Rio de Janeiro, a atriz iniciou sua trajetória no balé - participou da Associação de Ballet do Rio de Janeiro e foi integrante do Corpo de Baile do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Vem com o Grupo Tapa para São Paulo em 1986, onde decide se dedicar ao teatro como atriz, diretora, tradutora e professora. Como atriz e diretora, Clara já conquistou diversos prêmios, dentre eles o Prêmio Shell, Prêmio Qualidade Brasil, Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), Prêmio Mambembe, Prêmio Quem, Prêmio Aplauso Brasil e Prêmio da Associação dos Produtores de Teatro (APTR).

Naruna Costa
Formada na Escola de Arte Dramática ECA/USP (EAD), Naruna é atriz, cantora e diretora cofundadora do Espaço Clariô Taboão da Serra e do Grupo Clariô de Teatro. Referência da militância negra de cultura periférica de São Paulo, também lidera o grupo de pesquisa de música urbana de raiz popular: "Clarianas", que lançou seu primeiro disco "Girandêra", em 2012 e atualmente está em estúdio preparando seu segundo disco “Quebra Quebranto". Naruna Costa acaba de ganhar o Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) na categoria melhor direção e o Prêmio Aplauso Brasil, pelo Juri Popular, também na categoria direção, ambos pela montagem do espetáculo “BURAQUINHOS - ou - O Vento é inimigo do Picuma” de Jonny Sallaberg.

Portas Abertas 2019
Apresentações: de 29 de outubro a 13 de novembro, sempre às terças e quartas
Local: Sala de Ensaio do Centro Cultural Fiesp
Endereço: av. Paulista, 1313 (em frente ao Metrô Trianon-Masp)
Capacidade: 8 lugares por sessão
Grátis. Reservas antecipadas de ingressos pelo  a partir do dia 23 de outubro. Remanescentes serão distribuídos 15 minutos antes de cada sessão diretamente na bilheteria do Teatro.

 

Portas Abertas 2019

Onde é que fica?

Av. Paulista, 1.313 - Prédio da Fiesp

Em frente à estação Trianon-Masp do Metrô